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Bem-vindo a Gotemburgo! - Kim

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Aperto de

Gotemburgo, terça-feira 12 Fevereiro 2001

Na costa da Suécia, no norte da Europa fica a segunda cidade sueca Gotemburgo, uma agradável cidade grande que em 1996 faz 375 anos. Gotemburgo tem uma boa posição central em relação ao resto da Suécia, à Noruega e Dinamarca. Aqui tem uma moderna linha de bondes. Se pode viajar de bonde em quase toda a cidade, é bom andar à pé no centro onde a distância é pequena. Para o turista há bastante o que se fazer, por ex. ir ao parque de diversões Liseberg, visitar os museus da cidade como o museu de art "Röhsska" o museu que mostra a arte moderne e coisas antigas (a coleção de Netsuke na sala japonesa, no úlltimo andar é eminente), o museu maritimo e o museu estadual de Gotemburgo, ou ir ao teatro e à ópera.

 

Ainda está chovendo. Não está tão frio. Talvez oito graus centígrados. A primavera próprio ainda não chegou aqui na Suécia. Eu gosto mais do verão: Maio, Junho, Julho e Agôsto quando não se necessita tanta roupa para sair. Como eu já estive algum tempo no sul da Europa e um ano e meio no Brasil, faz 25 anos agora, assim me acostumei com o calor e a gostar dêle. Um dia tornarei a viajar. Talvez no próximo verão. Então levarei conmigo meu filho de 15 anos Sascha que também desaja viajar desde que êle passou uma seman em Portugal à sete anos atrás.

 

Nós somos vegetarianos e só comemos verduras, frutas, pão, arroz e semelhante. Mas comemos às vezes produtos de lacticinos como o iogourte. Para dar uma pequena idéa do que me interessa na vida darei exemplos de livros que eu gôsto. Pode ser livros sôbre: cuidados da saúde, caminhadas, livro sôbre ervas botânica, arte de cura natural, espiritismo, ocultismo, simbolos, antropologia, Americalatina, povos naturais, artezanato, cerâmica, escultura, pintura de aquarela e óleo, caligrafia, simbolismo, mitos elendas, idoma, foto e filme, filatelia, livros sôbre macacos e outros animais. Eu colecionar tambem cartões postais velhos, com prazer os que tenham sido enviados com sêlos.

 

O tempo passa e dentro de duas horas e escuro fora de casa. Choveu o dia inteiro sem que o sol tenga aparecido nem um pouquinho e faz vento frio. Eu penso no dia em que eu e meu filho Sascha tenhamos a sorte de deixar êsse tempo chato. Eu penso no dia em que a gente se encontre entre novos amigos no Brasil, em um melhor clima. Então espero que tenhamos a ajuda que talvez precisemos para, por exemplo, encontrar um lugar onde comer comida vegetariana, u lugar onde morar, um correio para enviarmos cartas à Suécia, ou qualquer ajuda. Talvez nem precisemos ajuda alguma mas achamos agradável ter novos conhecidos. Esperamos que nos desculpem por nosso português emperfeito. Nos tetamos todo o tempo aprender mais.

 

Salve a amizade Brasil - Suécia!

E-mail:

 

Kim Mällberg - kimantis@yahoo.se

 

Gibbon

Colecionar macacos
(© Kim Mällberg 1993 e 2002).

Muitos vêm a colecioação como uma ocupação um tanto suspeita. Colecionar macacos não é nenhuma excepção. Como dono de um antiquário de livros usados sempre me pergutam se eu coleciono alguma coisa. Quando digo que coliciono macacos, recebo diferentes reações. Muitos se alegram que eu não me intrometa no mesmo campo de que êles. Outros me olham estranhamente.

 

Um colecionador pode colecionar por curiosidade e sêde de conhecimento. Um outro por tentar por em ordem um valor caótico atravez de separar, sistematisar e catalogar. Um terceiro tenta manter um passado colecionando coisa velha e pesquisando-a historicamente. E mais um que coleciona simplesmente aqui lo de que gosta. Talvez seja uma boa ideia colecionar coisas que aparecem por si mesmo, por exemplo cartões postais recebidos pelo correio, ou coisas que os outros regeitam. Existem muitas razões e formas de se colecionar. Meu interêsse por macacos deve ser latente.


Soko


No final dos anos 50 tinhamos um macaco em casa no  Östra Grevie (Grevie do Oriente) ao sudoeste de Malmo no sul da Suécia. Ali meu pai trabalhava numa escola popular superior. Morávamos numa casa de aluguel para funcionários. Eu tinha oito anos de idade. Era um macaco javanês que se chamava Soko.


Macaco, Dinamarca 1973


Compramos com jaula e todos por 250 corôas. Foi barato porque era raivoso e maleducado que balançava tanto a jaula que era difícil tê-la num lugar só. Êle foi alimentado com doces e carnes, que não era certo prá um macaquinho. Êle era amargo também e gostava de mijar na gente quando estva de mau humor.

A primeira que meu pai fez quando chegamos em casa foi soltá-lo no quintal. Soko olhou ao redor e descobriu rapidamente nosso mais bonito vidoero. Êle subiu rápido e quebrou a ponta certinho como um jardineiro e depois jogou-o alegremente para nós. Eu não sei o que meu pai pensou. Mas êle tinha bananas nas mãos para fazer o macaco descer outra vez e êle ficou morando no quarto de capas ao invés da jaula horrível.

 

No começo eu tinha medo do macaco. Mas Soko aos poucos ficou bem delicado. Êle comia verduras cruas com a gente. Êle se sentava conosco acorrentado num lado da mesa onde êle tinha seu prato de verduras. Se notava como êle se deliciava nos tomates, alface, cenouras e todas outras verduras e frutas que costumávamos ter no cardápio diário.

 

No final êle estava tão domesticado que êle vinha debaixo da camisa do meu pai da minha. Isso se tornou em rotina na hora dêle dormir. Mas de vez em quando êle achava de nos dar um beliscãozinho. Soko ficou um macaco mergulhador e nadador. Se banhar conosco - mesmo em agua quente - era o melhor prá êle. Êle mergulhava e nadava como um peixe n´água. Nós levávamos êle para o bosque. Quando saiamos de bicicleta êle ficava nos nossos ombros, até quando saiamos de lambreta, ai eu sentava atrás com meu pai e Soko com minha mãe. No bosque êle podia correr livre, enquanto nós deitávamos num lugar ao sol ou passeávamos no bosque.

 

Uma vez no bosque Boringe esquecemos dêle. Descobrimos que êle tinha desaparecido quando escutamos de longe terríves gritos de pessoas assustadas. Coisa que macacos bem sabes é que pessoas assustadas são perigosas. Meu pai quase recebeu uma intimação, porque tenha um animal "selvagem" como êsse no bosque de faia tranquilo da Escânia.

 

Então depois de um dia cheio de acontecimentos decidimos vender o macaco. Nêsse dia, de manhã, Soko subio em uns vidoeiros ao lado da casa. Papai foi à Malmo e me deixou sòzinho com o macaco sôlto. Foi impossivel fazê-lo descer das arvores. Mais tarde Soko desceu até a mim, onde eu estava sentado na cadeira do lado de fora. De repente êle ficou bem calmo e se acomodou no meu ombro. Aí eu pensei que e fui até a escola popular, sem amarrá-lo. Eu estava ansioso para mostrar aos outros como êle se comportava bem.

Tudo teria corrido melhor, se de repente não tivesse aparecido duas alunos carregando um lindo arranjo de flôres, vinham do sotão onde davam cursos de arranjo de flôres. Soko não pôde naturalmente deixar de saltar entre as flôres, comer das fôlhas e mexer o melhor que pôde. Depois dançou selvagemente. Soko quebrou até um vaso grande, com uma planta numa das salas de reuniãs. A planta era o orgulho da escola. Estava grande e linda. Nunca voltou a ser a mesma. No final encurralaram Soko numa sala, um aluno carajoso enfiou êsse macaco levado numa jaula, que eu corri prá buscar em casa. Depois disso não podemos mais leva-lo à area da escola. Especialmente sôlto. Vendemos Soko à um ex-aluno que agora era garçon, antes êle tinha trabalhado em navios onde se acostumou com macacos. Êle iria ensinar Soko a servir. Como se saiu até hoje não sei.

Mendigo tibetano com macaco

Mendigo tibetano com macaco.



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